Tuesday, March 15, 2011

Blogagem coletiva: A fantástica história do nascimento do Samuel


Assim que começei a namorar meu marido soube que ele seria o pai do meu filho. Durante 5 anos fomos amadurecendo a idéia e o desejo de construir uma família, nosso filho foi planejado com muito amor, carinho e cumplicidade. O nome – Samuel surgiu muito antes disso, numa conversa de namorados.
Vivemos intensamente cada momento da gravidez, as idas ao médico, as “ultras”, leituras, a compra do enxoval, o chá-de-bebê, os movimentos do bebê ainda na barriga… sem dúvidas foi o momento mais bonito de minha vida – carregava em meu ventre o filho que sempre sonhei.
A música que marcou este período foi "O filho que eu quero ter " de Vinicius de Morais interpretação por Toquinho.
O Samuel nasceu de cesariana, tive diabetes gestacional e minha médica achou mais prudente este tipo de parto.
Era ainda de madrugada 03h30, estava com muitas dores lombares, o tamanho da barriga não me ajudava a encontrar uma posição confortável para dormir. Inconscientemente eu cheguei a conclusão que andar iria ajudar (eu não me recordava que andar ajuda o bebê a se colocar na posição pra nascer).
Durante a minha caminhada, a cada contração eu parava; respirava, em um certo momento eu sangrei um pouco – neste momento eu cliquei que meu filho estava pronto para nascer, naturalmente. Eu me lembro de ter acariciado minha barriga e ter dito : daqui a pouco meu filho a gente vai enfim se olhar olho-no-olho.
A ida até o hospital foi penosa, o trajeto de 20 minutos pareceu durar 1h, as contrações estavam mais fortes, a cada lombada eu tinha vontade gritar – mas respirava fundo, mantive a calma o tempo todo.
O parto normal poderia ter acontecido, mas no fim não tive dilatação suficiente, somente 2cm.
Eu sabia tudo sobre o parto cesariano, li muito, vi vídeos, sabia exatamente como seria cada passo da cirurgia.
No momento em que estava tomando a anestesia pelidural senti minha última contração – que alívio.
Derrepente eu escutei o aspirador do liquido aminiótico– meu filho estava nascendo – o mundo naquele momento parou – não sei de onde o Daniel achou forças para filmar aquele instante – quando ouvi o choro do meu filho, agradeci à Deus e chorei de alegria. A enfermeira nos deu o Samuel, eu o beijei e disse : Bem-vindo ao mundo meu filho, que Deus abençõe a sua vida.
Fui para a sala de repouso e fiquei lá por 2h até o efeito da anestesia passar – nessas 2h eu só chorava, de alegria, tamanha era minha felicidade. As enfermeiras e os médicos me diziam que era pra eu tentar descansar – mas eu não estava cansada, estava feliz e ansiosa para pegar com meu filho.
O enfermeiro que me conduziu na maca até o quarto me disse que poucas vezes ele tinha visto uma mãe tão emocionada com o nascimento do filho.
Assim que cheguei no quarto o Daniel me entregou o Samuel, aquele momento foi mágico, as lágrimas escorriam pelo meu rosto sem parar. Derramei todas as lágrimas de felicidade que eu podia naquele dia, acho que fiquei até desidratada.
Naquela noite eu não consegui dormir, fiquei velando o sono do meu filho e do meu marido – estava num estado alpha de felicidade, totalmente em paz escutando a respiração dos 2.
Durante toda a minha gravidez eu desejei muito amamentar, desde sempre eu queria alimentar meu filho, considero este um ato de amor sublime, alimentar o filho com meu leite. E foi assim, na priveira vez que o Samuel mamou em mim, eu podia sentir meu amor saindo pelos seios, senti um arrepio diferente na alma. Ele mamou pouquinho, mas eu chorei muito!
A amamentação não é assim tão evidente quanto parece, mas em nenhum momento eu desisti. Chorei muitas vezes ao jogar na pia o leite que meu filho não conseguia mamar (aqui no Canada ainda não existe um sistema de banco de leite materno)o Samuel mamou até os 2 anos e 2 meses, só decidi parar porque não produzia mais leite e a força com que ele sugava estava me machucando.
O nascimento do meu filho fez nascer muitas coisas.
Nasceu uma família, nasceu uma mãe e um pai, e acima de tudo nasceu o amor na sua forma mais pura e verdadeira.

7 comments:

  1. Sil,
    Ainda bem que essa frase se concretizou com imensa emoção:
    "daqui a pouco meu filho a gente vai enfim se olhar olho-no-olho". Você também me emocionou com seu relato. Não tem como a gente não chorar quando se é mãe. Chorei junto com meu marido!
    Olhe, hoje está sendo um dia intenso de sentimentos por aqui, lendo todos os relatos até agora.
    Obrigada por sua participação e tenha um ótimo dia!

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  2. Olá, Sil querida
    Meu desejo de hoje é que uma chuva de bênçãos seja derramada sobre VC e outra chuva de pétalas de rosas orvalhadas...

    Como ficou lindo o seu post!!!
    Senti tudo isso no nascimento da minha terceira filha... igualzinho...
    Eu chorava tanto que a enfermeira logo logo colocou a bebê pertinho do meu rosto para eu beijar...
    Eu só soube na hora e não quis saber antes em nenhma gravidez...
    Deus me foi favorável e senti na pele tudo o que viveu... foi espetacular!!!
    Na última gravidez, a emoção foi tanta que dei um enxoval completo de menino pra vizinha da outra esquina da minha rua... fiz para os dois sexos...
    Valeu, querida!!!
    Seja muito feliz e abençoada!!!
    Post cheio de ternura maternal...

    Carinhos fraternos em forma de orvalho sôbre pétalas de rosas...

    Uma santa e abençoada Quaresma para VC.
    Bjs natalícios

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  3. Olá, Sil!

    Prazer em conhecer seu Blog.
    A maternidade nos deixa mesmo em estado de graça. É Deus que nos concede a sublime forma de amar, tão semelhante à sua.Parabéns pelo seu filho!

    Um grande abraço
    Socorro Melo

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  4. Sil, o nascimento de uma família é a alegria mais pura, parabéns!! Belíssima participação. Beijos, boa noite :)

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  5. Linda a sua emoção, Sil !
    Mas nem todos tem um final feliz, não é mesmo?
    Tive 2 filhos saudáveis, hoje já adultos, mas entre eles, tive um natimorto e até hoje lembro a grande tristeza que senti ao não ouví-lo chorar quando nasceu...
    Mas, Deus sabe o que faz, e eu tinha que passar por essa experiência. Depois dele - era um menino - eu tive outro menino perfeito, saudável.

    Beijo

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  6. Sil,
    sem dúvida, tudo se resume a:
    "Nasceu uma família, nasceu uma mãe e um pai, e acima de tudo nasceu o amor na sua forma mais pura e verdadeira."

    Num só momento nasce tudo através do primeiro choro de um bébé.
    Linda sua história de amor e de dor.
    Beijo além-mar,
    Rute

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  7. Emocionante tudo o que contou! Imagino a sua alegria de ser mãe e suas lágrimas de felicidade!! Nasceu o amor!!

    Saio daqui encantada! Adorei a finalização do seu texto! Me desculpe, mas somente agora estou visitando os blogues participantes da blogagem "Fases da vida" e estou aprendendo muito, muito mesmo!!

    Beijus,

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